sábado, 7 de novembro de 2009

Nada além disso.



Agora, eu te observo dormir.
E observo atentamente seus lábios,
Relembrando as últimas palavras que eles pronunciaram:
“Eu sei que te amo”.
Mas...
Eu não quero saber assim.
Eu quero saber se cantaria Unintended para mim.
Se limparia sua gaveta, e guardaria, a partir de agora,
Só as nossas lembranças.
Só os nossos momentos.
E nada além disso.
Só o ‘eu e você’.
E nada além disso.
Nada.


Escutando: Intuition - Feist
Foto: Memories drawer by =eXcer

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Felicity


Eu nunca assisti realmente Felicity. Lembro-me que minha mãe costumava assistir quando passava nas manhãs de domingo na SBT e sempre vejo no blog da menina do casaco verde, alguns comentários sobre a série. E agora a Sony voltou a passar, mas nos horários que passa, eu estou fora de casa. Hoje é feriado, e na preguiça de pegar os cadernos para estudar, peguei o pacote de pirulito do mercado que minha mãe comprou e me sentei de frente a TV. Felicity começava e resolvi assistir. Às vezes pensamos que as coisas da TV nunca vão acontecer com a gente. Mas a briga que Felicity teve com sua amiga Julie, aconteceu comigo e uma amiga. Que eu não sei se foi minha melhor amiga. Tivemos uma ‘amizade’ de oito anos. Eu coloco entre aspas porque como o homem do metrô do episódio de hoje disse, às vezes escolhemos uma pessoa para ser nossa melhor amiga, mas na verdade não são. Não se escolhe um melhor amigo. Eles se tornam nossos melhores amigos simplesmente. Hoje eu me pergunto se ela era realmente minha amiga porque ao termos nosso problema, ela tomou a atitude da Julie: só perdoou uma pessoa, mesmo eu tendo pedido o meu perdão. Dois anos e meio depois de tudo, eu digo a mim mesma que tenho que esquecer isso. Já queimei cartas. Já escrevi. Já tirei tudo o que tinha que pudesse me lembrar. Mas vez ou outra, o tudo vem à tona. E aparece a Felicity.


Gostaria muito de comprar os DVDs da série, mas sou proletariada. Portanto, se alguém souber algum link que tenha a série para download, eu agradeço.

E agora, devo estudar.


Escutando: Melt my heart to stone - Adele
Foto: Google

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tempo: tic tac


Estou com sono, mas não quero dormir.
Tenho medo, mas os deixo me dominarem.
Quero estudar, mas minhas pálpebras se fecham diante dos livros.
Tenho que escovar os dentes, mas estou de frente ao computador.
São nove da noite, quando deveriam ser quatro da tarde.

O tempo passa e eu faço com que ele atrase meu tempo.


Escutando: O mosquito no ouvido.
Foto: Time by ~natdatnl

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dizem que sou louco.


Eu devo admitir que sou uma pessoa chata. Chata não. Muito chata. Sou crítica e verdadeira. Quando me incomodo com algo ou alguém, explicito meu incômodo, mesmo sabendo que a pessoa possa ficar chateada ou não. Se não gosto de algum indivíduo, não tenho pena. Não gosto e pronto. Não fico tentando gostar. Se ele estiver interessado na minha amizade ou apenas coleguismo, ele que tente me convencer do contrário. Sou egoísta, interesseira e não tenho pena. Odeio pessoas lerdas. Assim como pessoas que não apresentam um gosto cultural bom. Isso pode parecer orgulhoso e preconceituoso. Mas é a verdade e ponto final. E se há um tipo de pessoa que realmente não suporto, é pessoa que tem acesso a cultura e sabe da história do Brasil, mas não dá a mínima. Simplesmente ignoram as conquistas dos estudantes e artistas na Ditadura Militar, e não vê semelhança entre esse acontecimento no país com o que ocorre em Honduras. Não gosto quando pessoas pegam minhas coisas sem pedir, nem quando colocam o cotovelo na minha mesa. É a minha mesa. Coloque o seu cotovelo na sua mesa ora bolas. Enjôo rápido da cara das pessoas. Principalmente se elas não mudam os assuntos. Enjôo até mesmo dos meus amigos. Por isso, em meus momentos de TPM ou simplesmente abusos, eles devem ficar meio afastados, ou correm o risco de levar sérios foras. Também não gosto de pessoas muito sonhadoras e ‘viajantes’. Ponha seus pés no chão. Não leia aquele livro de merda ‘O Segredo’, pois de segredo não tem nada. Quem não sabe que a força do pensamento dá certo? Tanto, que a árvore do meu vizinho morreu porque ela me atrapalhava estudar astronomia. Mas o que tenho de chata e crítica, eu tenho de legal sabe? Pode perguntar aos meus amigos. Tirando meus momentos pré-menstruais ou mesmo abusionais, sou carinhosa e amiga acima de tudo. Também gosto de ser fiel, porém em certos casos não fui. E apesar de tudo, não me arrependo pelas coisas que aprendi. Não suporto falsidade, e nisso eu não minto. Como disse anteriormente, se não gosto de uma pessoa, não gosto e pronto! Eu era de esquerda, mas agora me encontro neutra. Que nem a posição do Brasil no cenário político latino-americano. Sou engraçada e posso parecer metida. Sou só um pouco. Não desisto com facilidade se algo me chama atenção. Exemplo? Meu namorado. Que é a única pessoa que eu não consegui enjoar em um ano (tempo em que nos conhecemos). Se gostar de um álbum, escuto até enjoar. Se gostar de alguma comida, o mesmo. Digo que leio bastante, mas nem leio tanto assim. Não chega a ser bastante. Assisto filmes. Isso eu assisto. E fico na internet mais do que deveria. Gosto de estudar e isso realmente não é mentira. Eu me sinto bem estudando. Se não estudo, me sinto mal a ponto de ficar deprimida. Pode parecer maluco, mas é louco mesmo. Eu não me considero uma pessoa normal. Considero-me até esquisita. Mas eu sei que há pessoas como eu por aí, então não tem problema. Aliás, você deve ser meio louco assim que nem eu. Por que? Você chegou até a última linha desse texto.


Escutando: Wake up - Alanis Morissette

domingo, 27 de setembro de 2009

Oooh.


Ela chegou em casa e deixou os sapatos na porta.
Na boca, ainda sentia o sabor da cachaça, e na cabeça, uma leve tontura.
Ela bebeu apenas um copo,
E o desejo de beber mais crescia.
Ela simplesmente sentia a necessidade de beber mais.
Não sabia por quê.
Na verdade, sabia sim.
Mas não queria dizer.
Ou talvez, não havia motivo algum.
Ela só queria uma quantidade maior de álcool, porque ela passou a tarde lembrando-se do passado.
Ou queria mais álcool, para esquecer as pequenas coisas que a aborreciam.
Ela não queria que essas pequenas coisas a aborrecessem...
Mas era da natureza dela, e não tinha como negá-las.
Sentia-se mal, por fazê-lo sentir-se mal.
Ah... O efeito do álcool já deve estar me afetando.


Boa noite.


Escutando: Unnatural Selection - Muse
Foto:Caipirinha by ~BlameDaMoon

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A morte no banheiro


Era feriado, mas os planos eram de semana. Estava em provas, e precisava estudar. E também estava na TPM, ou seja, não estava lá tão bem. Acordei já abusada com a vida. Minha terapia na tensão pré-menstrual é a limpeza e arrumação, então apesar de ter que estudar, decidi arrumar meu quarto que precisava de uma limpeza nos livros e discos de vinil. Depois de passar a manhã completa mais um pedaço da tarde enfurnada no meu espaço entre quatro paredes, lavei os pratos e tomei banho para começar os estudos. Até aí você pode achar que apesar da minha TPM, meu dia poderia estar bem. ERRADO. O já considerado filho da puta do meu vizinho decidiu fazer uma ‘festinha’ e nisso, pôs a altura do som em um nível absurdo para uma região residencial. Como estudar se nem me concentrar eu poderia no barulho infernal que estava? Fui até a casa do infeliz e pedi que a altura do som fosse abaixada. Porém, minhas palavras foram ao vento. Mais estressada que um trabalhador da bolsa de valores em um dia de altos e baixos, pesquisei sobre a Lei do silêncio e vi que meu vizinho poderia ser preso por 15 dias. Ou até mesmo 3 meses! Quase que eu ligava para a polícia, porém minha mãe me impediu, dizendo que eu devo saber conviver com as pessoas, e não deveria arranjar confusão com o vizinho. Controlei-me e mais uma vez pedi que a altura do som fosse abaixada. NADA. Era como se eu estivesse falando com uma parede. Minha mãe continuou me impedindo de ligar para a polícia, e a única coisa que eu poderia fazer era rezar pela morte de um vizinho tão ruim. Milagrosamente, mesmo com o som, consegui estudar. Tudo isso ocorreu entre 15:00 e 19:00. Às 22:30, fui dormir depois de uma noite entre os livros. Aproximadamente às 4:30 da manhã, o filho da puta do vizinho vem com mais barulho. Dessa vez, era um barulho natural. A peste estava vomitando. Eu sei que isso pode parecer estranho, mas da minha casa toda dava para ouvir a criatura vomitar. A única coisa que eu pensava era na morte dele. Sei lá... Quem sabe ele escorregava no banheiro, batia a cabeça no chão e se asfixiava no próprio vômito? Seria um alívio para mim, saber que eu não mais seria perturbada por ignorância sonora. Saí de casa umas 3 horas depois de ter sido acordada pelo tal do vizinho. Ao sair, uma ambulância se encontrava na casa ao lado. Curiosa, perguntei ao porteiro o que havia ocorrido.

- Ah, sabe o Felipe? Tava de ressaca, e hoje pela manhã estava vomitando sem parar. Foi ao banheiro e o chão estava molhado. Bateu a cabeça no vaso sanitário e se afogou no próprio vômito.

- Sério? Isso eu não imaginava...


Ouvindo: Uprising - Muse
Foto: Death Poops by stoopidartkid

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Eu sou foda


Não apostei no dia de hoje.
Uma sexta sem nada planejado.
Saída, passeio, andada na praia, ver o namorado.
Nada.
Mas como nunca mais tinha acontecido,
O dia foi o mais tranqüilo e prazeroso.
Mesmo tendo aulas pela manhã e pela tarde,
Todas elas foram interessantes e empolgantes.
Até mesmo a de matemática e a de física.
E a de química de tarde.
E ainda mais as duas de história, onde o professor nos recomendou que quando chegássemos em casa, olhássemo-nos no espelho e dissessemo-nos: Eu sou foda. Questão de aumentar a auto-estima para o vestibular próximo. E também a última de literatura no fim da tarde,
Na boca da noite lembrando-me a pergunta: O que fazer numa noite de sexta?
Cheguei em casa.
- CHEGUEI!
Nenhuma resposta.
- Oi?
Ninguém em casa.
Atirei-me no sofá.
As patricinhas de Beverly Hills na TV: “É incrível como eu me divirto mais em casa do que em algumas festas”
É incrível como alguns filmes sentem nossas necessidades.
Coloquei KT Tunstall no som em um volume consideravelmente alto.
Arrumei meu quarto.
Lavei os pratos.
Tomei banho.
Jantei.
Em uma alegria independente que eu não sentia há meses.

Olhei-me no espelho e disse para mim mesma:
Eu sou foda.


Foto: By moidsch
Escutando: Right as Rain - Adele